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1. Para a Autarciologia, o pacto do “Criador” com sua criação, fundamentado por uma “postectomia prepucial”, a circuncisão, selando aliança entre o Criador e a criatura, simboliza momento em que o conhecimento supremo de um criador impõe a sua criação direcionamento científico para emancipação da razão da volúpia do funcionalismo fisiológico imposto naturalmente a estrutura intelecto-orgânica humana.
Tocar o órgão genital masculino, alterar sua característica natural, em uma sociedade patriarcal em que a honra era defendida a fio de espada, para a autarciologia, representou limitar o poder de direção e orientação instintiva, que era compromissado letalmente com a conservação da vida. Inaugurando um período de adaptação e preparação do “homem rude” para recepção de um conjunto de leis e normas morais que alcançariam o patriarcado e as comunidades da época.
Emancipar a razão da volúpia fisiológica instintiva, sombra do pragmatismo do Sistema Nervoso Autônomo, sobretudo, significa habilitar razões que distingam pulsões instintivas vitais, voltadas para a conservação – alimentação, defesa e reprodução -, de orientações metafísicas compromissadas com a sustentabilidade socioemocional humana.
A circuncisão de Abraão induz introspecção pessoal sobre tudo que se relacione a virilidade, anulando, momentaneamente, prontidão sensual, sexual e de combate ou de trabalho. Prepara disposição de entendimento menos resistente, mais acessível para a absorção da organização ético-moral que viria com a lei de Moisés. E o Novo Testamento de Jesus, o Cristo, desmistifica e “interpreta o simbolismo da circuncisão” como evolução sensorial em que o Homem supera as imposições fisiológicas instintivas ao submetê-las a um crivo inteligente que não permite ter suas deliberações cegadas e subordinadas pelas volições primárias fisiológicas que impõe a razão humana deliberações – para alimentação, defesa e reprodução – típicas de animais inferiores.
Tais imposições fisiológicas, fundadas em temperamento conservacionista irracional, quando aparelhadas por resolução superior do processamento intelecto-orgânico racional, passam a maquinar atitudes e ações, posturas e omissões humanas sob perspectiva animal. Constituindo uma simbiose benigna-maligna em que orientações primárias instintivas influenciam viciosamente a razão humana, gerando adjetivações comportamentais inferiores.
Imposições fisiológicas que se constituem em simbiose benigna-maligna, diz respeito a propriedade que orientações instintivas, potencializadas pela natureza racional humana, possuem de facilitar o atendimento de demandas legítimas fisiológicas e, ao mesmo tempo, de confundir os sentidos humanos impondo condutas primárias a ser inteligente, racional.
O homem é o que ele se permite ser, e o que ele se permite ser vem, em maior ou menor grau, influenciado por culturas. Culturas, no entanto, vem escravizadas pelo instinto. E o instinto é reflexo do funcionalismo fisiológico que excita e dá vida a estruturas orgânicas racionais e irracionais. Então, somente o autoconhecimento do processamento intelecto-orgânico vital viabiliza atmosfera sensorial capaz de induzir a razão a distinguir o que é de criatura e o que é de seres racionais, o que é de homem e o que é de animal. Patrocinando possibilidade real de emancipação da razão humana.
2. Ética, moral, resignação e cívica são substratos que animam e orientam a inteligência humana. E a inteligência humana, animada e devidamente orientada, concorre com a volúpia instintiva.
A volúpia instintiva, animada por orientações fisiológicas fiéis a pulsões sensoriais, concorre quase que exclusivamente para alimentação, defesa e, sobretudo, reprodução.
A síntese da ética, da moral, da resignação e da cívica na razão humana promove a independência do homo intellectus organicum das garras da criatura.
a libertação da razão da volúpia instintiva neutraliza a possibilidade de hegemonia da criatura sobre nossas atitudes e ações, posturas e omissões.
Sendo a criatura compleição pessoal animada pela volúpia instintiva, então, o ser humano somente ascende do estágio de criatura quando tem sua inteligência emancipada.
O homem possui duas faces: uma, instintiva; a outra, intelectiva. Quando a face instintiva se sobrepõe a face intelectiva, a inteligência humana passa a maquinar atitudes e ações, posturas e omissões subordinada ao que chamam de mal (primariedade fisiológica-instintiva). Ou seja, o funcionalismo fisiológico vital de cada dia — a criatura — se apropria da razão e passa a gerenciar e adjetivar comportamento social humano, em rotinas diárias, com simulação doentia do ímpeto predatório animalesco para alimentação, defesa e reprodução. Então, violência irracional para aprovisionamento alimentar; obstinação hostil animal para defender e expandir limites territoriais e emocionais; desinibição sensual e sexual rudimentar (canina) para perenização da espécie são exemplos que ilustram atividade funcional fisiológica primária, descontextualizada de sua função elementar de vitalização do Sistema Intelecto-orgânico, regendo comportamento humano segundo ordenamento instintivo.
A funcionalidade de óvulos e espermatozoides, e de outros elementos que participam do processo de reprodução, criam demandas, assim como tais substratos (óvulos, espermatozoides e outros elementos com tal orientação) são demandados para a eclosão da vida. Então, libido é orientação genética clamando por efetivação de seus agentes multiplicadores. Contudo, em seres humanos, tal clamor não deve ser orientado pela face primária animal isoladamente, pois, em se assim for, atitudes e ações, posturas e omissões humanas convergirão diuturnamente para a reprodução. Ocorrendo a inibição da faculdade de inteligência em função de sua subordinação a tensão funcional fisiológica responsável por garantir a conservação.
Quando a maturidade natal da prole de um galináceo é alcançada dentro do ovo, ocorre o levantamento de compleição temperamental fisiológica que representa atividade orgânica de filhote de galinha. E a eclosão de vida, que causa o rompimento da casca do ovo, é ritual geneticamente orientado que não pede licença para se estabelecer. Então, a libidinosidade fisiológica, assim como o conservacionismo genético, em atendimento a demandas de funcionalidade dos elementos que participam do processo de reprodução, impulsionam o levantamento de compleições afinadas para o desbravamento dos obstáculos e adversidades que possam ferir, ameaçar ou obstar a explosão da vida — A casca do ovo é quebrada, levantam-se atitudes e ações, posturas e omissões tão e somente tão compromissadas com a conservação vital. A razão, discernimento inteligente social, orientada por valores somáveis a sustentabilidade socioemocional humana, pouco ou nada é respeitada. O que importa é dar vazão a funcionalidade dos elementos que participam ou orientam o processo de reprodução. Então, o êxtase, a vereda para o orgasmo, e o próprio orgasmo, sedam a consciência e induzem alívio para o processamento intelecto-orgânico vital e proclamam a hegemonia da criatura sobre a Estrutura Intelecto-Orgânica Racional.
3. Se acredita que possui domínio sobre sua razão e faz, rotineiramente, coisas que sua consciência censura ou percebe contrariar o razoável, está sobre domínio daquilo que algumas ideologias religiosas denominam criatura. E que a autarciologia classifica como “noumenon fisiológico”. Ou seja, está sobre domínio da “coisa em si da fisiologia”, e isso não tem nada de religioso ou de místico. Tem, sim, algo de científico… É expressão do funcionalismo fisiológico orgânico gerando compleições temperamentais primárias para busca de alimentação, defesa e reprodução. É o “homo organicum – a criatura -” escravizando o “homo intellectus – a razão -” tão e somente para a garantia da conservação.
“A coisa em si da fisiologia” — o noumenon fisiológico —, representa atividade funcional fisiológica responsável por gerar e orientar atitudes e ações, posturas e omissões humanas voltadas para atendimento das demandas de alimentação, defesa e reprodução. Expressa-se irracionalmente. Gera orientações primárias predatórias que instruem egoísmo e violência nas ações humanas tão e somente para garantia da continuidade da vida.
Então, em se tratando de comportamento humano, a expressão “criatura”, empregada por ideologias religiosas, é conotação da atividade funcional fisiológica orgânica classificada pela autarciologia como “noumenon fisiológico”. O que denota fundamentação razoável para a classificação de ambas as expressões como sinônimas de “a coisa em si da fisiologia gerenciando o comportamento humano”.
“A coisa em si da fisiologia” fenomeniza como se fosse reflexo do Sistema Nervoso Autônomo; manifesta-se involuntariamente; modula o comportamento razoável humano; adjetiva-o com dotes primários; impõe-lhe características instintivas inferiores; instrumenta-o primariamente para a corrida pela conservação; desconsidera a vida social inteligente impondo ao homem conduta socioemocional inferior.
Sem moral, sem ética e sem resignação, essa sombra da razão instintiva modula e afina nossas atitudes e ações, posturas e omissões em benefício da conservação. É a funcionalidade fisiológica vital se infiltrando, se expressando, se materializando e usurpando o domínio intelectivo da razão sobre o comportamento pessoal e social humano tão e somente para a garantia da conservação.
Sem oxigênio, sem água e sem alimento, o Complexo Orgânico Humano — o corpo — perece. A falta de qualquer um desses substratos condenam a vida a extinção.
Assim como a Estrutura Orgânica Humana necessita de substratos externos para manutenção de sua vitalidade, a complexidade fisiológica que rege a Estrutura Intelecto-Orgânica como um todo também necessita de aparatos externos. E tais substratos externos, valores demandados pela orientação genética da Estrutura Humana, tem como função principal a geração de atmosfera emocional condizente a fenomenização da inteligência como gestora da razão humana.
Sem domínio próprio, sem respeito ao próximo e sem contentamento com o próprio estado o domínio da razão humana é usurpado por orientação fisiológica primária. A inteligência entra em estado de subordinação a volições de criatura e passa a potencializar performances instintivos irracionais como postura natural orientadora de conduta racional — fôlego para ilusões e devaneios comportamentais que induzem a violência e insustentabilidade socioemocional humana —. Gera-se atmosfera emocional temperamental, em que as coisas do instinto prevalecem irracionalmente sobre as coisas da razão. A inteligência, destreza mental que deveria instruir subconsciência e consciência, é encampada pela fisiologia elementar passando a ditar atitudes e ações, posturas e omissões segundo ritual inferior predatório que se utiliza de qualquer oportunidade ou energia para gerar compleições fisiológicas inferiores que instruirão representação identitária humana denominada personalidade.
Na autarciologia, domínio próprio é moral; respeito ao próximo é ética; e contentamento com o próprio estado é autarcia (resignação). Então, quando falamos em “autarcia” — contentamento com o próprio estado — falamos da importância do homem se autoconhecer e reconhecer a aptidão original metafísica — a inteligência — como gerenciadora de seu comportamento. O que significa permitir que suas pulsões fisiológicas primárias, que orientam atitudes e ações, posturas e omissões inferiores, orientadas e compromissadas incondicionalmente com comportamento predatório irracional, sejam orientadas segundo discernimento inteligente responsável pela garantia de vida socioemocional sustentável.
É importante ressaltar que, sem autarcia — sem contentamento com a condição inteligente humana — a razão se perde em suas deliberações e passa a deliberar em função da satisfação prazerosa que atitudes e ações, posturas e omissões podem lhe conceder. Ocorre uma busca seletiva de satisfação pessoal e social inebriada por sentimento ou intuição fisiológica que recepciona qualquer comportamento que gere prazer por percebê-los como mobilidade sensorial que induzem a satisfação da fome e da libido reprodutora. Então, a autarcia não simboliza contentamento com o próprio estado social, emocional ou espiritual… A autarcia significa contentamento humano com sua própria condição inteligente; induz, em harmonia com moral e ética autarciológica, atmosfera sensorial que permite que a inteligência se levante e não seja sequestrada sorrateiramente pelas moções (pulsões) primárias instintivas.
O homem é o que ele se permite ser, e o que ele se permite ser é em maior ou menor grau ditado pela influência do instinto sobre a inteligência. E o grau de influência do instinto sobre a inteligência denuncia o grau de deterioração ético-moral das sociedades.
4. O homem vive debaixo de orientações instintivas destituídas de sabedoria ortodoxa. Rasteja sob imposições ventrais que regulam vida primária inferior. Permite ser escravo da criatura fisiológica que habita em cada um de nós.
Haja razão, não haja possessão fisiológica. Haja autonomia racional, não haja manipulação sensorial!
Compleições geradas pela fome, pela sede, pela vulnerabilidade e pela libido não devem reger sobre a complexidade racional. Para harmonia da sociedade racional, existe demanda de vida socioemocional sustentável. Compleições pessoais geradas pelas demandas básicas para subsistência, aquelas escravizadas pelas necessidades de alimentação, de defesa e de reprodução, quando dominam sobre razões, impõem resolução primária, animal, para orientação da razão humana. O instinto é potencializado; a faculdade de inteligência é usurpada por pulsão fisiológica responsável pela conservação vital. Então, viva, mas viva a expectativa metafísica ofertada a seres inteligentes… Não rasteje como verme ou prede como fera… Não se deixe orientar pela face instintiva animal… Domine sobre o processamento fisiológico intelecto-orgânico vital… Domine sobre a criatura!
Ser perfeito em um mundo sujeito a intempéries naturais que influenciam diuturnamente os sentidos, e diante de avalanche de informações culturais distorcidas que nos afetam a cada dia, parece impossível… Mas, refletir e saber discernir sobre o que são e de onde vêm as vozes que atuam e insistem em dominar nossas razões é o mínimo que o “Homo Intellectus Organicum” pode fazer para que a hegemonia da inteligência metafísica sobre a instintividade fisiológica possa garantir “Sustentabilidade Socioemocional” entre pessoas e entre nações.
Se algo constrange sua espontaneidade em recepcionar esta mensagem, acredite… são vozes da fisiologia que insistem, a todo instante, em deletar tudo o que restrinja ou possa limitar corrida elementar em prol da conservação… Ouvir e não escutar; ver e não enxergar são intervenções dos sentidos que fomentam a conservação e dão vozes a criatura.
5. Não precisa haver malícia para que um “palavrão” reinicie na memória humana arquivos com informações lascivas ou inconsequentes. Palavra, qualquer, com conotação obscena ou depreciativa, proferida, atua como código para acesso a temática específica e chamamento de outras palavras que lhe complementarão sentido ou fortalecerão a ideia contida em tal palavra.
Assim como o cheiro saboroso aguça fome e induz atitudes e ações, posturas e omissões para satisfazê-la; e a interjeição “Fogo!” desperta atitudes e ações, posturas e omissões defensivas…, palavrões induzem razões a intuir e vivificar emocionalmente atmosfera sensorial condizente ao palavrão fonado. Estimulando, então, sorrateiramente, a produção de compleições pessoais temperamentais que buscarão satisfazer demandas lascivas ou inconsequentes levantadas pela atmosfera emocional gerada (o recurso palavra-chave, na página do resumo, em textos acadêmicos, facilitador de acesso, simboliza bem a abrangência da palavra na razão humana).
A natureza genética de homo intellectus organicum* não permite que o homo sapiens seja apenas castidade. Então, o homem precisa se autoconhecer para que sua razão dite atitudes e ações, posturas e omissões segundo deliberações inteligentes, não forjadas por expressões temperamentais fisiológicas irracionais.
Orientações fisiológicas sensoriais tem o poder de se constituírem em compleições pessoais que manifestam atitudes e ações, posturas e omissões temperamentalmente compromissadas com a conservação (loucura na fome, violência predatória e libidinosidade hostil reprodutiva). Então, uma vez entonada, a palavra seleciona outras palavras e entendimentos simpáticos a suas significações. Tais entendimentos gerarão atmosfera emocional satisfatória para eclosão de compleições pessoais passivas ou temperamentais, abusivas ou cordiais. O que dependerá do grau de instrução fisiológica elementar contida na significação da palavra.
O homem fala o que ele se permite falar, e o que ele se permite falar é em maior ou menor grau influenciado por culturas. Culturas, no entanto, tendem a vir escravizadas por orientação fisiológica vital. Orientação fisiológica vital representa vozes da fisiologia. Vozes da fisiologia são consideravelmente despertadas por palavras.
6. Autarciologia não é moralismo fanático. Autarciologia insta em apresentar ao homem entendimento do que realmente o homem é. Sem tal conhecimento, a mesma tensão genética que orienta o Sistema Nervoso Autônomo a entrar em “estado de alerta”, diante de ameaças ao funcionalismo orgânico vital, concorre fisiologicamente com “quocientes de inteligência” pelas rédeas da dominação da Estrutura Intelecto-orgânica Humana.
O autoconhecimento da complexidade fisiológica intelecto-orgânica facilita entendimento e gerenciamento da tensão genética de conservação.
Vozes da fisiologia, compleições temperamentais de criatura, clamam diuturnamente por alimentação, por agressividade protetiva e de dominação, e por libidinosidade reprodutora.
Vozes da razão, compleições pessoais dependentes de educação, se pronunciam conforme maior ou menor grau de influência instintiva na estrutura da razão. Então, tal ambiguidade identitária, fisiologia versus intelectualidade, exige que processos de formação humana considerem a produção do autoconhecimento como fator determinante para confecção de razão que detenha poder de gerenciamento sobre a “criatura”.
A fenomenização fisiológica vital, detentora das adjetivações de criatura, é inata e opera involuntariamente.
A formação socioemocional, produtora das adjetivações de civilidade, não é inata e se assenta na razão humana por iniciativa social pessoal, pública ou privada. Sendo, normalmente, dependente de intervenção de segundo ou de terceiros para sua efetivação.
O homem é o que ele se permite ser, e o que ele se permitir ser é em maior ou menor grau influenciado pelas culturas. Culturas, no entanto, tendem a vir escravizadas por orientação fisiológica vital. Orientação fisiológica vital impulsiona vozes da fisiologia. Vozes da fisiologia, no entanto, se constituem em compleições temperamentais que buscam primariamente, com presunção predadora, a satisfação das necessidades fisiológicas.
7. Em se falando de educação humana, há um pensamento relativista, conduzido por intenções sensoriais primárias, que impõe a Razão Docente passividade diante de atitudes e ações, posturas e omissões levantadas por intransigência fisiológica e entonadas por Razão Temperamental Discente.
O relativismo intuitivo sensorial, quando atua no pensamento, induz razão didático-pedagógica de “Mestre” vir subordinada a razão temperamental “aprendiz” em estágio de absorção de conhecimentos e formação.
Pensamento relativista, orientado por tensão funcional fisiológica, expressa distorções de entendimento. O que é facultado pelo encolhimento do pensamento científico influenciado ou tragado por pulsões primárias-instintivas. É expressão de ciência ensaiada, experimentada e comprovada sendo anulada pela sombra de expressões funcionais fisiológicas que adotam qualquer tipo de inciativa para transformar energia vital em procedimentos para subsistência e conservação. É a agressividade famélica, a violência defensiva e opressora, e a libidinosidade hostil reprodutora se levantando, influenciando, viciando e impondo a razão mestre e a razão aprendiz interpretações distorcidas, corroboradas por pensamento científico atropelado e escravizado por força vital de razão sensorial conservacionista.
Relativismo intuitivo e sensorial, na autarciologia, é adaptação ou distorção de uma verdade científica em atendimento a demandas pessoais, sociais ou emocionais conduzida ocultamente por forças sensoriais-fisiológicas responsáveis pela conservação. É clamor fisiológico e orgânico intervindo contraditoriamente pela conservação da espécie humana. Então, quando a razão é inundada ou sequestrada por orientações ou sentimentos fisiológicos inferiores, a inteligência se encolhe, os propósitos se fragmentam e as pronunciações são distorcidas.
Se a razão mestre não incorpora e anuncia domínio de conhecimento, a razão aprendiz, temperamental e incipiente, subjuga a qualificação didático-pedagógica de mestre impondo-se com sua primária aptidão didático-instintiva… Um desastre! Demandas básicas elementares vitais instruindo Razão Discente e subordinando Razão Docente a quem deveria se subordinar.
8. Quem determina a postura é a razão… No entanto, se o pensamento vem impregnado com orientações ou informações fisiológicas primárias, a razão é sequestrada por força-motriz fisiológica e passa a orquestrar comportamento primário inferior.
Como a razão humana é constituída por orientação instintiva… e por orientação erudita, em menor ou maior grau, influenciada por culturas, expressões pessoais que arvoram ou podem arvorar de tais orientações são adjetivadas com comportamentos inferiores que refletem o grau de influência do funcionalismo fisiológico vital sobre compleição pessoal exteriorizada pela razão. O que significa dizer que a razão, levantada na consciência em um dado momento, pode vir regida pela fisiologia (a criatura), ou pela inteligência. Sendo a inteligência representada por habilidade em se impor perante tensão fisiológica vital sem ser persuadido ou contagiado pelo autoritarismo funcional fisiológico.
A força-motriz vital — o instinto — representa entidade fisiológica que gera e gerencia orientação temperamental responsável por excitar atitudes e ações, posturas e omissões tanto em homens como em animais. Então, raciocinar expressa domínio inteligente quando a razão humana discerne que a força-motriz que dirige comportamento inferior, predatório e reprodutor de irracionais não deve gerenciar comportamento humano.
Místicos, quando erram ou pecam, percebem o erro ou pecado como queda religiosa, como coação do mal.
Céticos se fundamentam no próprio entendimento, impreciso, para explicar e perceber erro decorrido da falta de domínio próprio ou não, sem recorrer ao misticismo.
Para a Autarciologia, a titularidade da ação está sob regência da inteligência quando as orientações fisiológicas são subjugadas por discernimento livre das imposições instintivas. Quando gerenciadas por força-motriz fisiológica, que impõe orientação instintiva a homens e animais, a titularidade da ação está sob regência animal: o homem ouve, enxerga, sente, percebe e reage ao mundo ao seu redor como simulacro de seres irracionais.
O homem é o que ele se permite ser, e o que ele se permite ser pode vir guiado pela inteligência ou subordinado a criatura.
9. A tensão fisiológica vital excita atitudes e ações, posturas e omissões que animam compleições individuais em atendimento a demandas de alimentação, defesa e reprodução. E isso caracteriza processamento fisiológico elementar que dá vida a Estrutura Orgânica de racionais e irracionais. É expressão fisiológica temperamental, a coisa em si da fisiologia – a criatura -; está presente em homens e em animais.
Além de fisiologia temperamental elementar, comum a racionais e irracionais, o homo sapiens possui faculdade de inteligência com resolução superior, que o distingue de animais inferiores. Tal aptidão intelectual superior fundamenta “face inteligente humana”. Vindo assentada, ao menos com tal grau de resolução, apenas em racionais.
A estrutura intelecto-orgânica humana é instruída, então, por uma “face comum”, mais a “face intelectual”. Ou seja: O homem é constituído pela aglutinação de expressões fisiológicas e orgânicas de criatura, com expressões inteligentes metafísicas de racionais. Quanto maior o grau de adestramento do processamento funcional fisiológico (adestramento da criatura), menor o grau de interferência e de aptidão elementar-instintiva atuando sobre a razão.
O que o homem expressa ou se prontifica a expressar vem influenciado por temperamento elementar fisiológico… por entendimento híbrido (mesclado de temperamento elementar fisiológico com entendimentos razoáveis) … e por informações científicas regulares.
Educar, então, significa adestrar ou modular entonação pulsante fisiológica para que informações inteligentes possam ser configuradas no conjunto das faculdades psíquicas, morais e espirituais humanas sem haver consideráveis distorções.
Adestrar a criatura é estabelecer atmosfera emocional adequada para educação do homem. Então, adestrar a fisiologia é estabelecer atmosfera emocional adequada para ascensão da inteligência como gestora da razão.
10. Mestre, assim como aprendiz, está sujeito a autonomia de um Sistema Nervoso impositor que prestigia e se utiliza de diversificados artifícios para transformar qualquer possibilidade ou energia em compleições temperamentais que concorrem primariamente para satisfazer demandas de alimentação, defesa e reprodução. É portal de manutenção vital que dá vida a virtudes e a temperamento bestial.
De mestre, deduz-se, no entanto, convicção didático-pedagógica que o impulsione e o oriente a atitudes e ações, posturas e omissões livres do arbítrio primário da tensão fisiológica imposta pelo Sistema Nervoso Vital à consciência.
Orientações e convicções humanas, subjetivas, pessoais, subalternas a imposições conservacionistas rudimentares ditadas pela fisiologia, não devem influenciar ou anular orientações didático-pedagógicas norteadas por pensamento científico ou sacerdotal emancipado das amarras da fisiologia.
Os olhos que veem, leem o que a consciência interpreta. Os olhos que veem não leem o que a consciência não interpreta. Mas, se a consciência interpreta, interpreta porque é alfabetizada. Todavia, a alfabetização humana pode vir orientada por “Didática Instintiva Espontânea” ofertada e imposta pela fisiologia, ou por “Didática Pedagógica” livre de orientações primárias subordinadas a tensão funcional fisiológica.
A faculdade didático-instintiva espontânea representa toda força vital fisiológica responsável pela geração, manutenção e emissão de impulsos ou orientações fisiológicas responsáveis pelo levantamento de compleições pessoais temperamentais compromissadas geneticamente em atender as demandas de alimentação, de defesa e de reprodução.
A fome, a insegurança (o medo) e a libido induzem atmosferas sensoriais que desorientam a razão. E a força motriz, responsável pela geração de tais sensações, a Didática Instintiva Espontânea, que espreita diuturnamente pela ocorrência de uma oportunidade de converter energia em compleições temperamentais, levanta atitudes e ações, posturas e omissões que desabilitam mestre e aprendiz a cumprir eficazmente os ritos de suas funções.
Adestrar o funcionalismo fisiológico vital é estabelecer atmosfera emocional adequada para proposição das liturgias de mestre e de aprendiz.
11. Aprendiz, assim como mestre, está sujeito a autonomia de um Sistema Nervoso impositor que prestigia e se utiliza de diversificados artifícios para transformar qualquer possibilidade ou energia em compleições temperamentais que concorrem primariamente para satisfazer demandas de alimentação, defesa e reprodução.
De aprendiz, presume-se, então, ter disposição estudantil que o habilite a recepcionar informações que o induzam a autoconhecimento e discernimento de sua real condição fisiológica. O que significa desenvolver convicção pessoal que o impulsione e o oriente a atitudes e ações, posturas e omissões livres do arbítrio primário da tensão fisiológica imposta à consciência pelo Sistema Nervoso Vital.
Orientações e convicções humanas, subjetivas, pessoais, subalternas a imposições conservacionistas elementares ditadas pela fisiologia, não devem influenciar ou anular orientações didático-pedagógicas norteadas por pensamento científico ou sacerdotal emancipado das garras da fisiologia.
O mesmo autoconhecimento que induz mestre a ministrar informações sóbrias… é aperfeiçoamento que induz aprendiz a recepcionar tais informações.
O instinto, assim como o sol, é chama viva que irradia energia para vida assim como irradia energia para a letalidade. Então, MESTRE e aprendiz, homo sapiens que são, devem ser instruídos para conviver sem permitir que adjetivação conservacionista vital e letal transtorne sentidos docentes e discentes e os transforme em agentes do mal. Ou seja: O funcionalismo fisiológico vital, assim como o sol, é chama viva que impulsiona compleições pessoais para a vida, assim como impulsiona compleições temperamentais para a bestialidade.
O homem é o que ele se permite ser. E o que ele se permite ser é, em maior ou menor grau, influenciado por culturas. Políticas educacionais, no entanto, não devem admitir que Doutrinas Educacionais obscuras transformem o HOMO SAPIENS em criatura inferior.
Adestrar o funcionalismo fisiológico vital é estabelecer atmosfera emocional adequada para proposição das liturgias de mestre e de aprendiz.
12. Axiliação é uma proposta filosófica que interpreta o Antigo e o Novo testamento Bíblico como doutrinamento que o Criador estabeleceu em atendimento a necessidade de aprimoramento da complexidade intelecto-orgânica de sua criação. Recepciona tais escrituras como conjunto de regras, de normas, de leis e de aconselhamentos que buscam organizar, aprimorar e otimizar o uso da inteligência como gestora da complexidade intelecto-orgânica racional. Identifica na Estrutura Intelecto-Orgânica Humana uma razão autônoma, instintiva, vitalizada pelas demandas de unidades e sistemas orgânicos funcionais; e uma razão metafísica, vitalizada por percepção e perspectiva racional para intervenção e transformação de todas as coisas. Sendo, tal razão metafísica, demandada para o equilíbrio, regulação e adestramento das orientações temperamentais oriundas da razão autônoma. Condição necessária para imposição da inteligência como gestora da intelecto-organicidade humana.
O conceito de axiliação se identifica com o pensamento religioso, especialmente com a essência do pensamento cristão. Contudo, interpreta tais escrituras bíblicas como expressão do conhecimento do funcionalismo fisiológico intelecto-orgânico adaptado para o aprimoramento da razão e otimização da inteligência como faculdade gestora do comportamento humano.
Pensamento livre ortogonal é disposição de entendimento que permite o homem observar, analisar e interpretar todas as coisas a partir de entendimento livre das manipulações e imposições instintivas ou culturais, equivocadas ou não. Permite fé religiosa e discernimento científico sem descredibilizar entendimentos tradicionais. Enxerga as coisas espirituais e as não espirituais de forma diferente da tradicional. Não nega seus valores, apenas os discerni a partir de ponto de vista diferente.
Autarciologia é o estudo e a aplicação da resignação como parte fundamental no processo de formação da personalidade humana. Entende que o homem é constituído por uma face instintiva e por uma face intelectiva (metafísica), decorrendo dessa formação a existência de uma razão instintiva e uma razão intelectiva. Ambas as razões ou faces, embora se processem em conjunto para o bom funcionamento da composição orgânica humana, se digladiam em busca da dominância da Estrutura Intelecto-Orgânica sobre todos os aspectos sensoriais.
Considerando as definições de Axiliação, de Pensamento Livre Ortogonal, e de Autarciologia, podemos dizer que Axiliação é proposta filosófica pessoal que apresenta o Pensamento Livre Ortogonal através da Autarciologia.
Nos livros da “coleção axiliação”, o Pensamento Livre Ortogonal é representado pelo conceito de Arbítrio Livre Intelectivo em oposição ao Arbítrio Instintivo.
Autarciologia é um norte para uma nova visão e percepção da fenomenização da vida, um bálsamo sensorial. Um estímulo a busca de autoconhecimento e confecção de atmosfera emocional viável a padronização de “inteligência emancipada das imposições conservacionistas da fisiologia” como força motriz gestora da razão.