1. O mal que influencia e tem o poder de configurar e desestruturar toda Estrutura Intelecto-Orgânica, repousa no interior da criatura humana. E a ótica da Autarciologia tem o poder de iluminar ao conhecimento humano a fisiologia de tal sombra funcional genética que vitaliza Estruturas Intelecto-Orgânicas mediante configurações individualistas primárias irracionais, ou mediante configurações personalistas ortodoxas científicas. Tais configurações conspiram para formação de homens primários, instintivo-sensoriais; e para a configuração de homens superiores, reflexivo-gerenciais, respectivamente.
A mesma força que vitaliza o corpo humano é responsável por instabilidades emocionais, por conflitos pessoais, por senso de emulação existencial, por violência e por articulação das guerras. Pois o homem é o que ele se permite ser, e, na maioria das vezes, em maior ou menor grau, o homem se permite ser gerenciado por configurações individualistas primárias irracionais.
2. Para a Autarciologia, as “Sagradas Escrituras”, especialmente o antigo e o novo testamento, são doutrinas específicas disponibilizadas pelo “Criador” para a formação e sustentabilidade sociocoletiva da “criação”. Diz respeito a normas e tratados que estabelecem regras para o desenvolvimento, amadurecimento e aperfeiçoamento do Sistema Intelecto-Orgânico Humano. Visa a libertação do conjunto das faculdades morais, intelectuais, psíquicas e espirituais humanas do domínio das configurações fisiológicas responsáveis pela animação e conservação da vida biológica. São conhecimentos com complexidade didática e pedagógica somente atribuível a personalidade científica de alguém que seja titular da criação da estrutura biológica intelecto-orgânica humana.
Então, para a Autarciologia, as sagradas escrituras são o código de processamento de como se fazer a Estrutura Intelecto-orgânica Humana funcionar devidamente. Sendo seu fundamento processual dominante o reconhecimento da dualidade “fisiologia instintiva versus determinismo intelectivo” *.
Observação: O determinismo intelectivo é magistralmente orientado por procedimentos e processos educacionais humanos, sendo influenciado pela genética; a fisiologia instintiva, antagonicamente, é orientada por pulsões fisiológicas associadas diretamente ao metabolismo bioquímico vital. Ambos os fatores de intelecto-organicidade são vulneráveis a influências culturais.
* Fisiologia instintiva – analogicamente, o que denominam “carne” nas ideologias religiosas.
* Determinismo intelectivo – analogicamente, o que denominam “espírito” nas ideologias religiosas.
3. As orientações sensuais não ocorrem de um dia para o outro. As orientações sensuais são influenciadas pelas culturas de usos e costumes recepcionadas por uma genealogia. Então, o produto da inseminação de hoje reflete as atitudes e ações, posturas e omissões sensuais vivenciadas por casais de ontem. O que significa dizer que hábitos sexuais contraditórios, experimentados por casais pertencentes a uma mesma árvore genealógica, ao longo do tramitar da genealogia, poderão dar luz a orientações sensuais distintas das convencionadas naturais. Então, não macule alguém por “ter se permitido ser” o que usos e costumes sensuais contraditórios, praticados ao longo do tramitar de uma cadeia genealógica, contribuíram veladamente para formação e para convicção distinta da orientação heterossexuada.
GÊNESE DA SENSUALIDADE é conotação fenomenal do assentamento e processamento da sensibilidade sensual na Estrutura Intelecto-Orgânica Humana. Complexidade que orienta ou instrui a sexualidade e os Constrangimentos Sensuais Naturais e Interpretativos.
Observação: Constrangimento Sensual Natural e Constrangimento Sensual Natural Interpretativo são conceitos explorados na obra “O Desprestígio da Razão – As duas faces do Homem”, marco inaugural da Axiliação. Diz respeito ao papel da sensualidade no arvorar da identidade e da personalidade humana.
Para a autarciologia, então, usos e costumes sensuais, distintos daqueles justificados pela funcionalidade genética, influenciam sensivelmente as orientações e convicções sexuais. E isso não é uma máxima, nem um axioma, é apenas facultabilidade reflexa do que semeiam as culturas
Luz: homo intellectus organicum = o ser humano.
4. Evoluir demandou do homem abandonar posturas primárias, irracionais. Então, não justifica, no limiar do Terceiro Milênio, o mesmo homem que se organizou e se aprimorou para deixar de ter comportamento similar a de animais inferiores, permitir ter sua faculdade de entendimento usurpada por orientações primárias, subordinadas a imposições instintivas.
Na sociedade contemporânea, poucos são os homens que têm domínio de suas próprias consciências; que conseguem ditar, orientar e reger o conteúdo de seus pensamentos. Em grande parte dos seres humanos, o domínio da consciência é usurpado pelo instinto. E a coisa em si da fisiologia, compleições pessoais fisiológicas, intérpretes das vontades instintivas, “A CRIATURA”, assumem as rédeas da comunicação e os sujeita a atitudes e ações, posturas e omissões tão e somente orientadas e executadas para atendimento da lascívia da reprodução, da glutonaria na alimentação e da selvageria da dominação.
O homo intellectus Organicum não foi criado para se sujeitar às forças vitais da fisiologia… Pelo contrário, o domínio sobre as compleições pessoais instintivas, as que orientam e impulsionam para alimentação, reprodução e dominação, é condição essencial para a libertação e orientação do potencial inteligente humano. É a chave para sustentabilidade socioemocional nas nações e passo decisivo para que seja reorientado o caminho para evolução e perenização da hegemonia racial humana.
5. Para a autarciologia não há encanto, e nem fantasia, nos textos denominados Santas Escrituras. Para a autarciologia, tais escritos representam doutrina habilitada por um Criador, detentor de conhecimento e poder ilimitado, para adaptação e aperfeiçoamento de sua criação.
Entender ou avaliar os textos sagrados como conotação de conhecimento superior e manifestação de poder científico, não ofusca ou exclui superioridade infinita de “QUEM” criou a espécie humana… Ratifica a onipotência da “Expressão Transcendental” que criou e providenciou códigos de processamento (doutrinas ditas sagradas) para que fosse aperfeiçoado e humanizado o produto de sua criação.
Educar e aperfeiçoar uma raça basicamente regida pelo instinto, mas possuidora de um córtex cerebral privilegiado, demandou providência especializada. Especializado, é, então, atender as demandas de melhoramento e aperfeiçoamento de um ser rude, instintivo, mas possuidor de um córtex predisposto originalmente a racionalização. E uma forma provável de se fazer isso é a partir de aplicação de doutrinas específicas, criando-se ritos e procedimentos doutrinários inspirados, moderada, corregedora e sabiamente, nos ritos dos rituais supersticiosos observados na rotina espiritual primária da espécie em questão. Induzir, através de cultos e doutrinas, subordinação, limitação e orientação do instinto por uma inteligência emancipada das demandas primárias fisiológicas.
6. Constrangimento Sensual é um chamamento para as orientações masculina e feminina expresso bioquimicamente por hormônios e neurotransmissores que fenomenizam a natureza intelecto-orgânica humana.
O dualismo macho e fêmea, se observado na complexidade da fenomenização fisiológica dos agentes bioquímicos que excitam a sensualidade, constrói, ambivalentemente, orientação e domínio identitário sensual antagônico em homens e mulheres.
A definição de dominância sensual unilateral na consciência é influenciada por disposição de temperamento sensual excitada por agentes bioquímicos comum a homens e mulheres.
A natureza intelecto-orgânica humana, em que as informações são processadas por um Sistema Nervoso detentor de córtex privilegiado, recepciona, analisa e transforma ou não algumas informações em hábitos prestigiados ou não pelas culturas. E isso tem o poder de reforçar ou não a disposição de temperamento que é excitada por agentes bioquímicos, e que tem o poder enorme de influenciar e ajudar a definir dominância sensual masculina ou feminina na consciência.
O homem é um ser sensual e inteligente, e a inteligência movimenta e é movimentada pelas culturas!
Por ser um tema muito complexo, o comportamento sensual humano é explorado nos livros I, II e III da Coleção Axiliação.
A autarciologia revoluciona a forma como se pode ver ou analisar todas as coisas, especialmente o processamento intelecto-orgânico que influencia ou define as orientações sexuais humanas.
7. AUTARCIOLOGIA é um modo de observar, analisar e entender todas as coisas em função da razão expressa pela orientação genética que instruiu o Sistema Nervoso Humano com córtex especializado. Complexidade que possibilitou distinção e aperfeiçoamento da relação da funcionalidade fisiológica com a complexidade do processamento cognitivo inteligente.
A autarciologia – filosofia – almeja estimular reflexão e busca do conhecimento sobre a fenomenização racional de razão assentada sobre estrutura intelecto-orgânica excitada por complexidade fisiológica e funcional de sistema nervoso altamente avançado.
Para a autarciologia, a ciência experimenta e atesta com precisão somente quando a razão do cientista não está encantada pelo ímpeto vital fisiológico. Pois, tal ímpeto irradia, sobre o pensamento científico, energia perseguidora de alimentação, defesa e reprodução que tem o poder de distorcer ou levantar orientações equivocadas que influenciam significativamente informações e conhecimentos alojados na razão.
A autarciologia recepciona a religião, especialmente as associadas ao Antigo e Novo Testamento, filtrando distorções e sincretizações alimentadas por culturas. Interpreta e entende religião como um conjunto de processos e procedimentos doutrinários originariamente levantados a partir da persecução e aplicação de conhecimento científico de “ALGUÉM” que dominava tecnologia genética suficiente para germinação e para formação socioemocional de criatura intelecto-orgânica inteligente.
Autarciologia, então, absorve cultos e doutrinas santificadas, e a onipotência de um Criador, a partir do entendimento de que algumas ideologias religiosas são expressão de conhecimento científico transcendente, adaptado ao entendimento do homem primitivo diante de suas limitações cognitivas. O que foi posto para orientar a consciência e aperfeiçoar a razão diante de interferências instintivas primárias.