1ª reflexão – Autarciologia e a orientação educacional demandada pela genética da espécie inteligente.
LEGITIMIDADE GENÉTICA – Demandas culturais são orientadas por adjetivações instintivas traduzidas à sociedade como doutrinas educacionais suficientes. Contudo, adjetivações instintivas, que orientam atividades humanas, refletem dinâmica fisiológica primária, voltada automaticamente ao atendimento de demandas de alimentação, defesa e reprodução. Caracterizam e instruem atitudes e ações, posturas e omissões humanas escravizadas pela destreza bélica animal em defesa da conservação.
Conclusão: Doutrinas Educacionais devem espelhar a matematicidade imposta pela genética humana, que beneficia perfeito desempenho funcional fisiológico intelecto-orgânico. O que se planta instruindo processos e procedimentos educacionais com a primazia lógica e matemática que, na complexidade dos fenômenos fisiológicos e orgânicos, somam para equilíbrio e desempenho funcional que pode ser atestado em um simples “HEMOGRAMA”.
Máxima: O Sistema Intelecto-Orgânico masculino e o Sistema Intelecto-Orgânico feminino somam, juntos, 46 pares de cromossomos. Tendo, tais sistemas, natureza sexual distintas e funcionalidades fisiológicas específicas estabelecidas matematicamente por um par de cromossomos distintos. O que espelha necessidade de doutrinas educacionais comprometidas em atender, considerando tal distinção, as demandas matemáticas e fisiológicas de cada um dos gêneros humanos.
Doutrinas Educacionais humanas são responsáveis por conjugar informações biológicas espontâneas, físicas, químicas e matemáticas, com informações intelectuais, virtuais e intuitivas, forjadas pelo conhecimento.
A autarciologia anuncia doutrina didática pedagógica legitimada por orientação genética, imune a devaneios fisiológicos funcionais. E isso é bom!
2ª reflexão – Autarciologia, clamor genético e as doutrinas educacionais.
INSTRUÇÃO GENÉTICA – Quanto a matematicidade genética, física, química e biológica, que pode ser atestada em exames laboratoriais, que orienta o processamento metabólico que excita funcionalidade fisiológica e dá vida ao complexo intelecto-orgânico humano – o corpo –, uma revelação orientada por clamor genético, classificada na autarciologia como “Arbítrio Livre Intelectivo”, entrega aos homens as chaves da evolução.
Arbítrio Livre Intelectivo – arbítrio blindado das interferências instintivas primárias, aquelas orientadas para alimentação, defesa e reprodução. É fruto do autoconhecimento que induz entendimento responsável por equalizar os sentidos humanos e retirar do instinto o poder crônico de interferência e de domínio sobre a razão.
Livre Arbítrio, o secular – arbítrio da vontade, sujeito cronicamente às orientações instintivas primárias para alimentação, defesa e reprodução. Interfere primariamente na construção do discernimento. Orienta e exige da razão atitudes e ações, posturas e omissões primárias, instintivas, assemelháveis às posturas dos irracionais. Patrocina a violência!
Conclusão: Doutrinas Educacionais Humanas não devem ser produto de discernimento produzido debaixo de dominância instintiva. A autarciologia, com suas obras “O Desprestígio da Razão – As Duas faces do Homem”, Filosofia do Terceiro Milênio – Autarciologia”, e “Autarciologia e Razão – Redenção”, redesenha a perspectiva de assimilação, entendimento e divulgação do conhecimento.
Máxima: “O homem é o que ele se deixa ser. E o que ele se deixa ser é, em maior ou menor grau, produto da falta de autoconhecimento fisiológico”. E isso impõe às autoridades constituídas a responsabilidade de patrocinar aos cidadãos a possibilidade de se autoconhecer”.
3ª reflexão – Livre arbítrio e a orientação do autoconhecimento.
CONSTRUÇÃO DA PERSONALIDADE – Se a razão humana é tecida por informações, e tais informações são responsáveis por induzir o homem a ser o que ele próprio permite ser, então, o livre arbítrio, norteado, que é, pelas pulsões fisiológicas instintivas, induz configuração de personalidades, em maior ou menor grau, subordinas a vontade instintiva. O que significa dizer que personalidades humanas são configuradas por informações que levam ao levantamento de compleições pessoais orientadas, em maior ou menor grau, pela destreza bélica irracional que defende sistematicamente a conservação – E isso não é bom!
CONCLUSÃO: Livre arbítrio é uma faculdade de orientação racional vulnerável às orientações funcionais fisiológicas assediadas e adjetivadas por culturas. Então, a condição “ser o que a própria razão permite ser” impõe necessidade de orientações doutrinárias específicas que conduzam ao autoconhecimento que inspire entendimento de como processos funcionais fisiológicos usurpam a faculdade de inteligência humana em defesa da conservação.
Máxima: A usurpação da acuidade intelectual por orientação instintiva impõe a raça humana uma inércia na evolução. Apropria-se da inteligência e impõe a razão orientação de rotinas de atitudes e ações, posturas e omissões, sobretudo, norteadas pelos sentidos primários de reprodução.
4ª reflexão – O autoconhecimento proporcionado pelo pensamento autarciológico provê entendimento livre das imposições fisiológicas instintivas.
AUTOCONHECIMENTO – As vozes instintivas, reflexo de processamentos químicos biológicos, que estimulam o levantamento de compleições vocacionadas para a alimentação, defesa e reprodução, involuntárias que são, tendem crônica e naturalmente a impelir assaltos em busca da conservação. O que significa dizer que o metabolismo fisiológico interfere diuturnamente na razão humana em prol da manutenção (alimentação), multiplicação (reprodução) e defesa (proteção) da vida.
O conhecimento de como forma e de onde vem a reivindicação por atitudes e ações, posturas e omissões que dão voz a consciência expressa fundamento essencial encorpado na proposta pedagógica da autarciologia. Pois é dinâmica essencial na construção do autoconhecimento.
Conclusão: O autoconhecimento proporciona atmosfera emocional devidamente orientada, a qual permite distinção clara e objetiva entre razão instintiva e razão intelectiva.
Máxima: Em se conhecendo as origens das vozes vitais que ecoam na consciência, torna-se possível separar as demandas puramente instintivas das demandas socioemocionais inteligentes. E isso permite, por exemplo, interceptar estímulos desnecessários. Sobretudo, estímulos orientadores de distúrbios emocionais ou criadores de orientações identitárias divergentes – sintomas físicos ou emocionais diversos podem ser amenizados em função do conhecimento da fenomenização fisiológica que os produz.
5ª REFLEXÃO – Terceiro Milênio, em período de aclimatação…
TECNOLOGIAS – Adaptar-se a realidade tecnológica implantada no 3ª milênio não é simplesmente conhecer as tecnologias e saber operá-las… Existe uma demanda de formação socioemocional que não deve ser confundida com demanda de formação tecnológica, nem mesmo com demanda de educação religiosa, simplesmente. De modo geral, o homem não está devidamente preparado para interagir com o universo de informações multiformes que lhes são imputadas… nem mesmo as sociedades mais avançadas da terra. Deve haver uma blindagem intelecto-sensorial assessorando-o nessas coisas. E, para isso, ou se revoluciona o processo educacional com uma doutrina submetida a lógica e a matematicidade presente em todas as coisas, sobretudo, na genética humana, ou se entrega a civilização a volúpia retrógada e primária representada por orientações instintivas que submetem o homem ao layout de criatura – alimentação, defesa e reprodução, ou seja: concorrência feroz e agressiva em busca da hegemonia socioideológica.
Conclusão: A Estrutura Intelecto-Orgânica Humana possui duas faces… uma instintiva, comum em homens e animais; a outra, intelectiva, comum somente nos racionais. E esta condição clama pelo alinhamento da razão humana a lógica e a matematicidade que constroem a cognição dos racionais.
6ª REFLEXÃO – Interpretando a socialização da violência…
NEGLIGENCIAMENTO EDUCACIONAL – O homem é composto por duas faces: uma, primária e irracional (involuntária e natural); e a outra, dependente de orientações e informações, inteligente e racional (susceptível e social). Sendo, a primeira, produto e expressão do funcionalismo fisiológico em benefício da conservação; e, a segunda, produto de organização e administração inteligente do conhecimento a serviço da sustentabilidade social. Então, o homem vive e se orienta sob as pautas de políticas educacionais a que se fizer sujeito ou que seja submetido.
Conclusão: A violência, então, é produto do estreitamento do discernimento da face inteligente-racional e consequente aguçamento da face irracional em função da potencialização da destreza animal para alimentação, defesa e reprodução com dotes de racionalidade.
Máxima: A fera que habita o homem é solta pela falta de doutrinas educacionais devidamente orientadas, ou pelo incremento de doutrinas educacionais relativistas, sujeitas a orientações instintivas desapropriadas a orientação genética humana – “O leme da educação deve ser a ciências, jamais as ideologias. E, para que isso ocorra saudavelmente, a ciências precisa estar desacorrentada dos laços fisiológicos da primariedade!”
7ª REFLEXÃO – Fronteira de emancipação humana: salto da evolução.
EMANCIPAÇÃO DA ALMA *– Quando doutrinas didático-pedagógicas não são elaboradas para orientar e estimular a razão intelectual a tomar posse ou assumir a dominância da Estrutura Intelecto-Orgânica, a fisiologia, em função de uma dinâmica didático-instintiva espontânea (instinto de conservação), toma posse da razão e passa a orientar todas atitudes e ações, posturas e omissões vocacionando as, sempre, para a satisfação das demandas elementares de conservação.
Conclusão: Os prazeres sensoriais, sexuais ou não, têm a propriedade de orientar o levantamento de compleições pessoais vocacionadas a executar atitudes e ações, posturas e omissões direcionadas elementarmente para busca de alimentação (satisfação da fome; satisfação pessoal unilateral), defesa (agressividade defensiva e ofensiva de dominação) e reprodução (erotismo, promiscuidade, libidinosidade).
Máxima: Disposição de entendimento inteligente, legítima, varia inversamente proporcional à disposição de entendimento instintivo, primária, orientada por pulsões fisiológicas. O que implica dizer que a inteligência, para ser legítima, não deve vir subordinada a demandas da fisiologia. Quanto menor o grau de dominância do instinto sobre a razão, maior o grau de inteligência individual. Pois o instinto deve servir para alertar sobre necessidades, e não para induzir ou orientar compleições individuais para satisfazer tais demandas. Quando ocorre a subordinação da faculdade de raciocínio por orientações fisiológicas sensoriais, a razão intelectual se estreita e cede autonomia para o instinto gerenciar atitudes e ações, posturas e omissões sob a égide da destreza predadora irracional (violência).
* ALMA = Conjunto das faculdades psíquicas, morais e intelectuais do homem.*
* MORAL = Domínio próprio.