Autarciologia - Introspecção Doutrinária I

1. O clamor inato instintivo clama a todo instante por atitudes e ações, posturas e omissões que desafiam o domínio e a acuidade intelectual.

1ª indagação – Em se tratando de usos e costumes, por que é tão difícil deixar de fazer algo que se tenha vontade de não fazer mais?

Respondendo a 1ª indagação: A personalidade humana é constituída de compleições. Compleições são disposições de entendimento ou disposições de espírito que caracterizam as pessoas. Pessoas, então, são caracterizadas por um conjunto de compleições que dão forma a suas personalidades. Mas, e daí? Daí então, assim como a embriaguez desperta posturas as mais variadas possíveis, em função de substâncias despejadas no sistema orgânico, informações culturais despejadas na reminiscência excitam fenômenos fisiológicos químicos e biológicos que despertam atitudes e ações, posturas e omissões que caracterizam as personalidades humanas.

Faço o que não quero, então, porque informações culturais estimulam ou provocam reações fisiológicas que irrigam o sistema orgânico humano provocando o levantamento de compleições desejáveis, e também compleições indesejáveis.

Exemplificando: Alguém conhecido humilha você, talvez por inveja, talvez por antipatia, talvez por engano… Ocorre, então, em você, uma reação instintiva orientada pelo despejo de algumas substâncias biológicas no seu organismo. Tais substâncias orientam o desempenho de posturas, que poderão ser uma expressão de indiferença, de vermelhidão no rosto, de descontentamento, de choro, uma reação agressiva defensiva ou coisa assim – a incidência de tais substâncias no organismo, em decorrência de atmosfera cultural ou de atmosfera de convivência regular, configura fenomenização intelecto-orgânica responsável por promover dominância instintiva sobre a razão, o que garante atitudes e ações, posturas e omissões não desejáveis para determinados momentos. Por isso, NEM SEMPRE CONSIGO FAZER O QUE QUERO. Mas, em se tratando de usos e costumes, quase sempre se levantam obstáculos sensoriais que me impingem a fazer o que não quero.

Conclusão: Para a AUTARCIOLOGIA, o autoconhecimento é responsável por libertar a consciência de ser movida quase que exclusivamente pelas demandas primárias instintivas.

 

2. A razão humana opera em duas dimensões: uma, instintiva; a outra, intelectiva. E as orientações produzidas em tais dimensões concorrem entre si.

2º indagação – Qual é a origem da violência Humana?

Respondendo a 2ª indagação: O instinto e as informações constituem veículos de orientação que agregam a personalidade humana adjetivações. O instinto, por sua vez, agrega orientações subalternas a necessidades básicas elementares. Sendo exemplo disso, o levantamento de compleições afinadas para alimentação, defesa e reprodução sob a égide da destreza animalesca irracional.

As informações, todavia, agregam orientações subalternas a processos legítimos educacionais ou orientações subalternas a processos educacionais viciados pela orientação instintiva. Sendo exemplos disso, o levantamento de compleições afinadas pelos processos legítimos educacionais ou o levantamento de compleições afinadas pela potencialização do instinto com dotes irracionais.

Conclusão: Não basta somente a educação, processos e procedimentos educacionais, antes de qualquer coisa, devem ser blindados da interferência e do protagonismo instintivo.  Processos educacionais gerados sem os cuidados para neutralização do ativismo instintivo serão manipulados astuciosamente pelo fisiologismo fisiológico. Sendo exemplo disso, o levantamento de rotinas didáticas e pedagógicas contraditórias a ciências.

O instinto abre os olhos de criatura (ímpeto fisiológico) e fecha os olhos de sabedoria (limita a inteligência)! E, com isso, a destreza animalesca irracional – a violência – passa a reger o comportamento e os usos e costumes da sociedade humana.

3. A ciências e a religião perdem a legitimidade de suas essências quando vêm subjugadas por orientações conservacionistas primárias.

3ª indagação – Quanto a educação sexual humana, religiosa ou não, o que devemos saber?

Respondendo a 3ª indagação: As doutrinas educacionais, religiosas ou não religiosas, inclusive doutrinas educacionais científicas, são desenvolvidas a partir de crivo consensual vulnerável as orientações sensoriais pertinentes às necessidades de alimentação, defesa e reprodução. O que significa dizer que doutrinas educacionais criadas por humanos, em menor ou maior grau, ratificam o domínio do instinto sobre a inteligência. E isso não é bom.

Atrevo-me a dizer, então, que ideologias religiosas e não religiosas, inclusive científicas, em menor ou maior grau, são aplicadas segundo entendimento basilar orquestrado pelo instinto. O que significa dizer que tais doutrinas ou ideologias, religiosas ou não, buscam o estabelecimento e aprimoramento do bem comum sem perceberem que são regidas por forças fisiológicas que impelem a contradição.

Conclusão: Doutrinas religiosas e não religiosas, científicas e não científicas, são manipuladas veladamente por disposição de entendimento orientada para empreender rigorosamente em busca da conservação (reprodução). O que significa dizer que o que se anuncia nos meios não religiosos e religiosos é anunciado de forma didática que, em menor ou maior grau, soma para a manutenção e levantamento de contradições – Fomentam contradições sem querer fomentá-las!

A busca do autoconhecimento é a porta para entendimento do que realmente nós somos. E tal conhecimento configura discernimento livre das manipulações fisiológicas instintivas.

 

 

4. Bons e maus sentimentos eclodem na consciência, então, sábio é lidar com tais fenômenos sem se deixar coagir pelo encantamento institivo irracional.

4ª indagação – O que devemos saber sobre inveja e preconceito?

Respondendo a 4ª indagação: A raça humana é, por natureza, invejosa e preconceituosa. O que varia em menor ou maior grau conforme a orientação cultural absorvida. Tais sentimentos são reflexos de processos bioquímicos metabólicos, ativados por impacto ético ou moral decorrente de circunstância que possa motivar concorrência entre pessoas. Mas isso não significa que tais orientações contraditórias, orientadas por fenômenos fisiológicos vitais, devem ser acatadas pela razão. 

Conclusão: O sentimento de inveja ou de preconceito racial são orientações disponibilizadas involuntariamente para a consciência junto a mais orientações saudáveis ou doentias. Externar inveja ou preconceito é opinar em traduzir ao interlocutor sentimentos primários, oriundos de fenômenos bioquímicos e fisiológicos que dinamizam criaturas.

Máxima: Um susto, por exemplo, provoca o despejo de adrenalina no sangue. Tal substância estimula atitudes e ações, posturas e omissões súbitas, às vezes desnecessárias ou comprometedoras, sem haver necessidade. – “O autoconhecimento alivia o pensamento e potencializa discernimento diante de propostas “ferozes” ensaiadas pela fisiologia!

5. A subordinação da razão a pulsões instintivas trai a consciência humana, induzindo-a a contradições.

5ª indagação – O que devemos saber sobre adultério?

Respondendo a 5ª indagação: Adultério é o suicídio moral orquestrado pela criatura. Criatura é o reflexo da atividade de substâncias biológicas que dinamizam a fisiologia e orientam compleições individuais primárias para fins de alimentação, defesa e reprodução. Suicídio moral, então, simboliza a dominância das expressões individuais, expressões induzidas pelo metabolismo fisiológico, sobre o processamento inteligente intelectivo. Ou seja: compleições individuais inteligentes, as que deveriam dominar as pulsões instintivas primárias, permitem serem coagidas por demandas instintivas contraditórias à razão – na autarciologia, moral significa domínio próprio. Quando o domínio próprio é calado, expondo a estrutura intelecto-orgânica a reveses éticos e fisiológicos, caracteriza-se o suicídio moral.

Conclusão: A personalidade humana é instruída por diversas faces (expressões pessoais individuais). Compleições primárias, aquelas vinculadas a conservação, poderosas que são, quando dispostas em personalidades carentes de compleições pessoais inteligentes, aquelas com força de dominação, escravizam a razão.

Máxima: É preciso se autoconhecer para entender o que somos realmente… Conhecendo a complexidade da orientação genética natural, teremos subsídios para emancipação da razão inteligente e consequente possibilidade real de subjugo das compleições instintivas irracionais.

 

6. Na “teoria da fisiologia do gênero”, capítulo do livro 3 da “coleção axiliação”, se encontra uma visão hiper-realista sobre masculinidade e feminilidade...

6ª indagação – O que devemos saber sobre masculinidade e feminilidade?

Respondendo a 6ª indagação: O Sistema Intelecto-orgânico humano, o corpo, é dotado de duas unidades de processamento da fecundação. Tais unidades são denominadas Sistema Reprodutor Masculino e Sistema Reprodutor Feminino. Cada um desses sistemas, de natureza física distintas, está sujeito a orientação sensual específica para estimular e consumar sua função. Orientações sensuais masculinas induzem sensibilidades sexuais estimuladas por orientações sensuais femininas; orientações sensuais femininas induzem sensibilidades sexuais estimuladas por orientações sensuais masculinas. Então, ambas as naturezas reprodutoras são complementares. Metaforicamente, a alma que move o mecanismo de reprodução masculino é feminina. E a alma que move o mecanismo de reprodução feminino é masculina. O que significa dizer que a feminilidade está contida na masculinidade, assim como a masculinidade está contida na feminilidade.

Conclusão: A masculinidade está para a feminilidade, assim como a feminilidade está para a masculinidade, pois a dinâmica fisiológica que excita ambos os sistemas reprodutores são responsáveis por patrocinar o encontro de células reprodutivas que perenizam a conservação da raça humana. Então, a alma, conjunto das faculdades psíquicas, morais e intelectuais humana, que é construída por processos e procedimentos educacionais, deve ser lapidada para atender as demandas de reprodução e perenização da espécie inteligente.

Máxima: O conhecimento do processamento fisiológico reprodutivo, e da complementaridade física e sensorial demandada para eclosão da vida naturalmente, reflete a legitimidade genética orientando a perpetuação da espécie e da vida inteligente.

7. Adequação das doutrinas educacionais humana em função da contenção e orientação das punções funcionais fisiológicas.

7ª indagação – Qual é a proposta da autarciologia?

Respondendo a 7ª indagação: A autarciologia induz a busca do autoconhecimento a partir de doutrina especificamente criada e ofertada para auxiliar a livre fenomenização do pensamento.

Conclusão: Embora a conquista do autoconhecimento seja fundamental para a liberdade e expansão da razão, as contradições e anomalias sociais humanas persistem, constituindo um obstáculo para a razão livre esclarecida. Pois o ser humano vive em um universo com propriedades físicas e químicas que estreitam a razão e interferem prejudicialmente na fenomenização da inteligência. Contudo, razões autarcicamente orientadas terão consistência cognitiva e emocional para refletir e reagir diante de atmosferas sociais e sensoriais contraditórias.

Máxima: Aprender a monitorar e a limitar a manipulação da opinião pelo processamento fisiológico instintivo, assim como monitorar e limitar a manipulação da opinião por teorias ou por entendimentos escravizados e orientados por convicção primária instintiva, é a razão central da autarciologia.